Analisamos o MOTO E4 PLUS

29/06/2017

O primo pobre da família "Moto" mudou e vêm com uma super bateria. Vale entender suas necessidades


Desde que a Motorola renovou seus conceitos e colocou no ar o anúncio de seu primeiro MotoG, as coisas ficaram interessantes para a companhia e para nós, usuários. Afinal, com caractéristicas diferentes numa época em que a Samsung dominava o mercado de smartphones, eis que a letrinha M voltava numa ativa pra lá de necessária e justa com seus consumidores.

Além da linha G, a Motorola abriu o leque de oportunidades diante cada necessidade ou elegância de seus clientes, com a linha X e Z, e mais pra frente, o popular trabalho dos Moto E, menores e com limitações em seus quesitos técnicos.

De lá pra cá as coisas evoluiram e as necessidades também. E com o barulho feito durante o lançamento da quinta linha G há pouco mais de três mêses, eis que o Moto E retorna modelado com o novo perfil da fabricante Lenovo.

Seu visual é muito parecido com a série G5 e mistura contornos da linha Vibe. Mas sem possibilidade de retirada da bateria, não vemos uma otimização no design, apesar de ter uma "pegada" boa, com o já sacado sistema através de gestos e botão biométrico, uma descoberta útil.

Sua resolução está abaixo do que o mercado oferece hoje com a mesma linha de preço e isso pesa na hora da escolha em ter um Moto mais ou menos ou simplesmente ter um Moto, arruinando as chances de uma boa jogatina, caso você seja um gamer de telas menores.

Mas com isso, a bateria do Moto E4 Plus tem maior autonomia para lidar com o uso diário, o que, de certa forma, ajuda e muito usuários que pretendem apenas usar o telefone e seus aplicativos básicos para trabalhar e concluir o dia.

O equipamento sai de fábrica com o Android 7.1.1 Nougat e interface do usuário pouco modificada, e não conta com com rádio FM ou DTV.

Nos games

Jogamos bastante alguns títulos populares do Android e não sentimos dificuldade na maioria deles, exceto no tempo de carregamento, já que o hardware não impressiona. E quando comparamos a mesma jogatina com o Moto G5 versão tradicional, vimos que, exceto por sua tela ser maior em meia polegada, não vale a pena quando comparado custo.


Câmera

Sua câmera, apesar de impressionar a traseira com o circulo chamativo da nova geração Moto, não corresponde ao futurístico design. Estranhamente, são 13 MP, igual ao Moto G5. Mas nossos testes mostram que as imagens não são de próxima qualidade, apesar de contar com o sensor do novo modelo e ter abertura f/2.0, além da tecnologia Dual Autofocus Pixel. Já o sensor frontal tem 5MP e abertura f/2.2, acompanha ainda um flash de LED.


A bateria

De fato, o destaque para o modelo Moto E4 Plus é sua bateria de 5.000mAh, com a quase promessa de dois dias completos de uso, dependendo das ações e multimídia. E durante nossos testes, com menos de 30 minutos, conseguimos carregar mais da metade da carga (quando vazia) devido ao carregador turbo de 10W que o acompanha na caixa.


Vale a pena?

O grande diferencial do aparelho é mesmo sua bateria. Ou seja, se você é um usuário que não quer ver o seu cllular preso na tomada nem mesmo durante o sono, a escolha é certeira. Já o custo x benefício, não. Pois com o mesmo valor, o consumidor assume a compra do Moto G5 e fica em paz com um smartphone bacana para trabalhar, se divertir e alinhado à atual geração.


Confira ficha técnica completa do Moto E4 Plus aqui: 

https://www.motorola.com.br/smartphones/familia-moto-e