Análise Project Cars 2

28/09/2017

Jogo respeita quem já passou a fase de brincar com carrinhos

Foi dada a largada para uma série de jogos dos bons que serão lançados nos próximos dias. Ao menos para quem curte o gênero Race. E quem conhece automobilismo de perto sabe muito bem o frisson alinhado nas pistas. O barulho, o ambiente envolvente, a torcida, os riscos e as corres em alta velocidade. Mas quando o esporte motor é levado a sério e com respeito, o buraco é mais embaixo. E é isso que a Slightly Mad Studios, em parceria com a BANDAI NAMCO se destacou em levar aos consoles o que antes era possível ver só na plataforma PC: A prática mais próxima da simulação mecânica dos modelos guiados com o excelente feedback na relação carro / jogador.

Em 2015 quando o o primeiro Project Cars foi lançado, quem mergulhou em sua jogatina percebeu que havia alguns acertos e atualizações super necessárias, já que bugs um tanto tensos - como o pneu furado do carro todas as vezes que deixávamos os boxes após a primeira parada - eram claros e muito.. muito chatos. Porém a cada atualização, o jogo se comportava melhor e parecia tomar forma, agradando os apreciadores do gênero como nunca e inclinando, assim, um enorme hype para o lançamento de seu segundo título, disponível para PC, Xbox One e Playstation 4 dias atrás.

Desta vez, o negócio está ainda melhor, com um afinado toque de "sentir" o carro de maneira mais próxima, principalmente nas curvas e freadas, mesmo quando jogando nos controles normais (vale lembrar que o jogo é feito para quem ama velocidade, recomendado volantes com force feedback dos bons). E algumas categorias ficaram mais interessantes, como é o caso da Fórmula Indy, completa com todos os carros da temporada 2016 e circuitos apreciados, como Indianapolis misto e oval.

O número de carros disponíveis dá uma certa tranquilidade em sentar no sofá por horas de teste, ouvindo a força nos motores e sentindo cada modelo aberto antes das primeiras DLCs, quais devem chegar muito em breve.

De clássicos das pistas que você só encontra em documentários na TV, à modelos mais modernos da Porsche, Ferrari, Lamborguini, Audi e outras tantas bandeiras, Project Cars 2 chegou com o ar da graça aos que sabem erra nas curvas, corrigir o setup do carro voltando aos boxes e tentar novamente fazer sua volta ser mais rápida. Resumindo, não é um arcade com pinta de simulador. Mas pode se tornar um simulador com pinta de arcade, caso você decida gerar formas para que o jogo fique mais fácil, como traçado adequado, freios ABS ligados ao máximo, ou controle de estabilidade no nível maior.

Ao todo, são 140 traçados em mais de 60 locações, inclunido circuitos que só os europeus sabem onde ficam e, sim, são incrivelmente bons de guiar. Além dos circuitos antigos já presentes na primeira versão do jogo, como Monza (ITA), Hockenheimring (ALE), Spa-Francorchamps (BEL) e Silverstone (ING).


Engenheiro amigo

Há um lance muito bacana em Projec Cars 2 que é pedir auxílio ao engenheiro do carro (ou da equipe), que faz os melhores ajustes para você não se preocupar em detalhes de frenagem mais ou menos expressiva, balanceamento do bólido, entre outras coisas. Então, memso sendo um jogo mais cinclinado à simulação e nada a ver com corridinhas quaisquer, eis um bom motivo para aprovar sua decisão em assumir o game, que tem o seu modo carreira aberto - assim como o primeiro Project Cars -, disponibilizando o jogador a iniciar uma carreira nas pistas sem a necessidade de startar no kart ou em alguma categoria "matinê".


Ahhhh mas...

O jogo não surpreendeu, ainda, em seu quesito gráfico, com alguns probleminhas bugados assim como justificamos com o nascimento do primeiro jogo da série (na plataforma Xbox One, os gráficos perdem ainda mais qualidade e FPS). Mas isso não impede sua rápida melhoria, já que estamos falando de um estúdio que leva o automobilismo virtual em 100% de seus trabalhos desenvolvidos. 


O jeito certo de trabalhar

Por falar no estúdio, um dos pontos mais incríveis que o jogo têm é poder ver que cada "pegada" a mais nas zebras ou o mais leve toque em um adversário ou no muro, o equipamento (e o jogador) sente. Fatos reais que conseguiram trazer das pistas para o material, pois não estamos falando de coisinhas simples e entendidas por se tratar de um problema qualquer no carro após colisão ou algo do tipo. O jogo é milimetricamente trabalhado para que cada toque, cada força a mais no motor ou cada escapada consecutiva de curva, o carro passa a "conversar" com você, avisando o piloto que algo começa ou pode começar a dar errado. Sem contar com a sonorização absolutamente perfeita dos motores, que só é comparado ao Assetto Corsa, outro simulador de respeito.


Resumo

Project Cars é incrivelmente bom, mesmo com a necessidade de melhorias. E merece total respeito com a entrega de um super material bem desenvolvido, diferente e honesto aos mais chegados nas pistas de verdade.