Queremos velocidade. Mas precisamos de qualidade

16/11/2017

Need for Speed Payback agrada, mas não é o jogão que a gente esperava

Quando falamos em Need for Speed, a velha guarda dos games escuta a memória cantar "Get Low", de Lil Jon & The East Side Boyz, tema do jogo Need for Speed Underground, o mais badalado de toda a série, ao menos em terras brasilis. Aos mais jovens, talvez a franquia remeta à série de filmes Velozes e Furiosos, que, de certa forma, anda lado a lado com um dos títulos mais aplaudidos no cenário gamer quando o assunto é velocidade sem regras. 

E sua mais recente edição, lançada esta semana pela EA, entrega aquele velho fardo de correr, correr e conviver com um enredo que não agrada jogadores mais exigentes. Com história contada em Fortune Valley, uma cidade fictícia parecida com Las Vegas, o jogo starta uma feroz traição em meio a uma importante gangue. E daí começamos a entender que vingança é o sobrenome da coisa toda, com desafios em mundo aberto bastante expressivos, divididos em missões da história, corridas e perseguições.

Por se tratar de um jogo de aventura e não um jogo de simulação, não há comparações com a jogabilidade de Project CARS, por exemplo. Porém controlar e ouvir o som dos motores na tela é bom demais, principalmente em um game onde não há regras.

Mas nem tudo é legal. Com tempo de carregamento cruel, modo online limitado e um novo modelo de tunagem, complicando um tantinho as modificações e melhorias dos carros - exigidas em muitos pontos do jogo - além de uma triste anotação ao finalizar algumas etapas importantes no jogo, quando uma mensagem "mentirosa" de desbloqueio aparece na tela dando a entender que você ganhou um novo carro. Só que, na verdade, ele foi liberado para compra. Então, não há ganho algum...

O hype foi grande demais para um jogo normal e bom.