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27/03/2018

A Way Out apresenta uma nova forma cooperativa de jogar. Mas falha na trama emocional


Quando um roteirista de cinema com importante porte assume desenhar um jogo, a coisa tende a ficar boa, certo? Assim como acontece nos jogos desenvolvidos pela Quantic Dreams, com os notáveis Heavy Rain e Beyound: Two Souls, onde as escolhas do jogador comprometem diretamente a narrativa do jogo, direcionando a história conforme os caminhos são tomados durante a trama, aqui o procedimento é o mesmo. Porém sem imersão e profundidade adequada.

Em um modelo totalmente cooperativo, o jogo é linear. Então você deve se perguntar o porquê da prática em escolhas certo? A resposta é que sempre que você morre ou fracassa durante as ações, o jogador volta ao último checkpoint e refaz a sequencia. Ou seja, alguma coisa ficou faltando no material.

O lado mais atrativo é que o estúdio Hazelight conseguiu encontrar maneiras para que os jogadores sempre estejam perto um do outro em diferentes ações que devem ser feitas - quase sempre - em dupla, auxiliando a mecânica de escape, já que o objetivo aqui é se livrar das celas onde estão presos.

Os desafios não são experiências difíceis em sua maioria, o que contribui ainda mais para um jogo raso. Mas, no geral, A Way Out conta com inúmeros momentos de perseguição e ação, bem notáveis como no cinema.

Com inteligência em alguns momentos do jogo, onde um terceiro ponto de vista pode ser notado em dupla (além das mecânicas individuais dos jogadores), o game merece aplausos. Mas apesar de um jogo diferente e eficiente, não atribui boas notas devido a falhas manjadas, sem novas emoções ou surpresas.

Se vale a pena? Sim! Mas merece incrementos.